Com o DNA da família Lemos, o jornalista Túlio parece que não tem levado a mesma sorte que o seu primo Eduardo Dourado Lemos teve quando tinha as portas do Centro Administrativo escancaradas entre os anos de 2003 e 2010.
Com a professora Wilma de Faria na giroflex da governadoria, Eduardo Lemos, chamado de “anjo da guarda dos macauenses” por dona governadora na primeira oportunidade que teve trouxe o “Governo das Cidades” para Macau, com atendimentos de órgãos do governo ao público, palestras e outros serviços.
Wilma começou escutando atentamente os macauenses. A partir daí começava uma era de trabalho e de resultados. Vieram a Biblioteca de Todos, a Farmácia de Todos, a Central do Cidadão, o Restaurante Popular, a Casa da Cultura, a recuperação da rodovia que liga Macau a Barreiras-Diogo Lopes, entre tantos outros benefícios.
Achou pouco?
Com as “bênçãos” do doutor, dona governadora ainda concluiu o saneamento básico de Macau (obra abandonada no governo Garibaldi Filho), ampliou o Programa do Leite, levou energia elétrica a muitas comunidades, através do Programa Luz para Todos, construiu casas populares e se não bastasse tanto, a Ponte Macau-Ilha de Santana, sonho antigo dos macauenses.
Contramão
A sorte e o prestígio que Eduardo teve com dona Wilma ao que parece passa longe da sorte que o seu primo Túlio tem com o governador Robinson Faria, pelo menos é essa a impressão que se tem nesses cinco meses de governo.
Carta branca?
Não se pode negar o acesso livre e a amizade do jornalista com governador. Os dois têm aparecido lado a lado em registros nas mídias sociais, num curtíssimo espaço de tempo, embora os encontros tenham acontecido nos finais de semana, em momentos de lazer do governador, ocasiões não tão apropriadas para as cobranças.
Não se pode negar o acesso livre e a amizade do jornalista com governador. Os dois têm aparecido lado a lado em registros nas mídias sociais, num curtíssimo espaço de tempo, embora os encontros tenham acontecido nos finais de semana, em momentos de lazer do governador, ocasiões não tão apropriadas para as cobranças.
Fatura com juros e correção monetária
Os governistas insistem na tecla de que ainda é muito cedo para o julgamento, concordo em parte, mas a população impaciente, diante de tantos problemas, espera ao menos um aceno dessa parceria política. Enquanto isso, ficamos sem a Central do Cidadão, o abastecimento de água da cidade vive sofrendo interrupções, a segurança pública está no fundo do poço, falta professores nas escolas, a Casa da Cultura continua abandonada e sequer os quase R$ 300 mil que o governo deve de repasses para a compra de medicamentos a prefeitura de Macau se tem uma resposta.
Burros n' água
Vou mais longe e chamo atenção para uma simples ação. Sequer um carro fumacê para o combate a dengue, solicitado já há alguns dias pela prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde ao governo do estado, se tem uma resposta. Sorte, portanto, só se for para sair em fotos com o governador, porque ação que é bom, nem água.
Vou mais longe e chamo atenção para uma simples ação. Sequer um carro fumacê para o combate a dengue, solicitado já há alguns dias pela prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde ao governo do estado, se tem uma resposta. Sorte, portanto, só se for para sair em fotos com o governador, porque ação que é bom, nem água.
Nada pessoal contra o conterrâneo e colega de profissão. Túlio, a exemplo deste jornalista, deixou o conforto do sofá de casa e pegou a estrada em busca de um lugar ao sol, conseguiu. Logrou sucesso no jornalismo, no rádio, na TV, nos impressos e no espaço virtual, mas politicamente falando, o colega não pode fugir do ônus e do bônus de ser amigo do governador.
Túlio precisa apresentar a fatura ao governador Robinson Faria


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