sábado, 2 de maio de 2015

Varejo deve ter o pior Dia das Mães em uma década

O varejo deve registrar em 2015 o pior Dia das Mães desde 2004. A péssima notícia é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao anunciar estimativa de que as vendas na segunda principal data comemorativa para a atividade devem crescer 0,5% em relação a igual período do ano passado, com receita próxima a R$ 6,5 bilhões.

O ritmo fraco das vendas devem afetar diretamente o mercado de trabalho, e as contratações de temporários também serão menores este ano. No total, serão geradas 29,6 mil vagas, 0,5% a menos do que em 2014, segundo a CNC. O salário médio de admissão no varejo, por sua vez, deverá ficar em torno de R$ 1.105,00, uma queda real de 0,7% ante um ano atrás. “As perspectivas de efetivação também devem ser menos favoráveis”, avaliou a entidade.

O setor de vestuário costuma ser um dos maiores empregadores nesta época do ano, diante da grande procura por artigos do segmento. Mesmo assim, o contingente de 16,9 mil trabalhadores que devem ser admitidos será 1,5% inferior do que o de 2014.

Em termos de vendas, as categorias de vestuário, hiper e supermercados e de móveis e eletrodomésticos são as mais buscadas pelos consumidores. Todas, porém, devem registrar retração neste ano. “A maior queda será na venda de móveis e eletrodomésticos, com recuo de 2,8%”, prevê a CNC.

As vendas de produtos em farmácias e perfumarias, porém, devem registrar avanço de 7,8% em relação ao Dia das Mães do ano passado, beneficiadas pela inflação menor neste segmento. O resultado será o melhor entre os setores, segundo a confederação.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Desaquecimento da economia reflete nas vendas na segunda data do ano mais importante para o varejo