terça-feira, 15 de julho de 2025

Tarifaço: FIERN leva para a CNI e para o Governo previsão de impacto nos empregos da indústria

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, informou que se reunirá com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e as demais federações do setor dos outros estados brasileiros, nesta segunda-feira (14), para discutir estratégias que possam mitigar os impactos da taxa de 50% imposta pelo Governo dos Estados Unidos à importação de produtos brasileiros. A medida deve impactar no aumento da inflação e pode afetar diretamente o emprego e o ambiente de investimentos no estado – podendo afetar até 21 mil empregos no RN, segundo dados do Observatório da Indústrias MAIS RN.

Serquiz também se reunirá, nesta semana, com os secretários estaduais da Fazenda, do Desenvolvimento Econômico e da Agricultura, com o objetivo de avaliar estratégias para minimizar as consequências econômicas da taxação na indústria do RN, caso o cenário não seja revertido. 

“O presidente Ricardo Alban, ontem, fez uma convocação para todos os presidentes das federações. Há toda essa busca para que o diálogo possa prevalecer de forma técnica, para que possamos sair desse risco e das incertezas que estamos vivendo no momento”, detalhou. “Estamos a procura de cenários melhores”, completa o presidente da FIERN, que voltou a ressaltar os impactos e a preocupação do setor produtivo com as implicações da medida em entrevista ao Jornal da Mix (103,9 FM), na manhã desta segunda.

Dados levantados pelo Observatório da Indústria Mais RN e mencionados por ele mostram que, no primeiro semestre de 2025, o RN registrou US$ 67,1 milhões em exportações para os Estados Unidos, uma alta de 120% em comparação com o mesmo período de 2024. Setores como o da Pesca, Sal, Petróleo, Mineração, Fruticultura, além de bolachas, balas, doces e caramelos, devem ser os mais impactados.

“Recebemos esse tarifaço com muita preocupação. E a nossa primeira ação foi ter contato com setores que exportam do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos para entender o tamanho do impacto”, relatou. “Estamos conversando com os presidentes de sindicatos de setores envolvidos na exportação para que possamos passar para a CNI esses dados. Esse posicionamento tem base nesse volume de informações e em argumentações que nos façam consolidar uma estratégia”, completou o presidente da FIERN.