quarta-feira, 22 de abril de 2026

RN receberá primeira fábrica de Hidrogênio verde e Amônia em escala industrial

 

O Rio Grande do Norte receberá sua primeira fábrica de Hidrogênio verde e Amônia verde em escala industrial. A licença prévia para implantação do projeto Morro Pintado foi entregue nesta terça-feira (21), durante a Feira de Hannover, maior evento mundial de tecnologias industriais, realizada na Alemanha. A solenidade contou com a participação do presidente da Federação das Indústrias do RN (FIERN), Roberto Serquiz, que integra a missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) na feira, e do presidente da CNI, Ricardo Alban. Serquiz destacou a participação do Sistema Indústria no apoio ao projeto.  

O projeto Morro Pintado será instalado no município de Areia Branca pela empresa Brazil Green Energy e prevê um investimento de R$ 12 bilhões. Roberto Serquiz destacou que “a transição energética mundial passa pelo Rio Grande do Norte e essa licença é um marco, um avanço decisivo na produção do hidrogênio verde e amônia no nosso estado”.   

Ele parabenizou o sócio da Brazil Green Energy, Fernando Vilela e o grupo de empresas alemãs que participarão do empreendimento. O Sistema FIERN auxiliou os investidores no diálogo junto à governadora Fátima Bezerra e ao diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do RN (Idema), Werner Farkatt, para a instalação da Fábrica.  

“Agradeço à governadora Fátima Bezerra e ao diretor Werner pelo apoio e atenção a este empreendimento”, afirmou Serquiz. “Também agradeço ao presidente Ricardo Alban, que não tem medido esforços para ampliar de forma firme e contínua o Sistema Indústria no nosso estado. O projeto Morro Pintado reforça nosso papel no processo de transição energética”, declarou.  

Ele mencionou a planta-piloto de Hidrogênio Verde instalada no Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e os potenciais mapeados no Atlas do Hidrogênio Verde, desenvolvido pelo Sistema FIERN, por meio do ISI-ER, em parceria com o Governo do Estado. “Tudo isso mostra nosso potencial e a qualidade que temos para gerar esse combustível para a transição energética mundial”, completou Serquiz.  

O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou que o avanço do empreendimento demonstra como parcerias internacionais aproximam as empresas dos ambientes de promoção de negócios. “Esse é um exemplo real de tudo o que podemos fazer em termos de negócios e de como é factível que a relação comercial Brasil-Alemanha dobre em valores em 5 anos”, afirmou Alban.