sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Produção industrial potiguar cresce pelo segundo mês seguido, aponta FIERN

 

A Sondagem das Indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela FIERN em parceria com a CNI, revela que, de acordo com a avaliação dos empresários, a produção industrial potiguar registrou novo aumento em agosto de 2026, conforme indicador de 53,6 pontos. Destaque-se que este é o segundo mês consecutivo em que os empresários apontam expansão da atividade frente ao mês anterior.

Em linha com o desempenho positivo da produção, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) aumentou 4 pontos percentuais, para 75% (contra 71% da Sondagem de julho). O número de empregados, por sua vez, apontou nova retração (48,0 pontos) – a quinta seguida. A pesquisa mostra ainda que os estoques de produtos finais subiram na comparação com o mês anterior (50,7), e ficaram acima do nível planejado pelo conjunto da indústria (52,3 pontos).

Em setembro de 2026, as expectativas dos empresários potiguares para os próximos seis meses são positivas quanto à demanda (51,7 pontos), porém observa-se uma redução do otimismo em relação ao levantamento de agosto. Todavia, os executivos preveem queda no número de empregados, nas compras de matérias-primas e na quantidade exportada, conforme indicadores de 46,1, 49,8 e 45,0 pontos, respectivamente. Após três quedas consecutivas, a intenção de investimento da indústria voltou a subir, passando de 63,0 para 63,3 pontos, entre agosto e setembro de 2026.

Quando comparados os dois portes de empresa pesquisados, pode-se verificar, na maior parte das variáveis analisadas, comportamento diferenciado. As pequenas indústrias apontaram queda na produção e no emprego; estoques de produtos finais em alta, mas em linha com o planejado; e preveem queda na demanda e nas compras de matérias-primas nos próximos seis meses.

As médias e grandes empresas, por sua vez, assinalaram aumento na produção; estabilidade no número de empregados; nível de estoques tem queda, porém segue acima do desejado; e as perspectivas para os próximos seis meses são de crescimento da demanda e das compras de matérias-primas.

Comparando-se os indicadores avaliados pela nossa Sondagem Industrial com os resultados divulgados em 21/09 pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que os empresários nacionais apontaram queda na produção (46,3 pontos), destoando do que é usual para o período – na passagem de julho para agosto o índice historicamente fica acima de 50 pontos, mostrando crescimento da produção.

Ressalte-se que esse é o menor patamar do indicador para meses de agosto desde 2015, quando ficou em 42,7 pontos, refletindo os efeitos da crise econômica. Em linha com o desempenho negativo da atividade industrial, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu 1 ponto percentual, para 69% (ante 70% da Sondagem anterior). Os estoques de produtos finais voltaram a cair (49,5 pontos), após registrar aumento em julho. Os empresários preveem aumento das compras de matérias-primas nos próximos seis meses (50,4 pontos), ainda que com moderação. A intenção de investimento, por sua vez, registrou a quarta retração seguida em setembro de 2026, passando de 52,6 para 51,3 pontos, representando o menor valor desde agosto de 2020, durante a pandemia de Covid-19, quando atingiu 51,0 pontos.