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O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), pretende ampliar o diálogo com a classe política para formar uma base de sustentação na Assembleia Legislativa, caso seja eleito em segundo turno no dia 25 de outubro.
Com a federação PT/PCdoB/PV elegendo sete dos 24 deputados estaduais, ele reconheceu a necessidade de construir novas alianças para garantir maioria parlamentar e aprovar projetos de interesse do Executivo.
Em sabatina no “Jornal da Manhã”, da rádio Jovem Pan News Natal, nesta quarta-feira (13), Cadu disse que mantém conversas com representantes de diferentes partidos, inclusive da oposição, mas evitou antecipar nomes de parlamentares que já teriam sinalizado apoio à candidatura.
“Claro que eu vou fazer política. Eu vou governar com a Assembleia Legislativa, porque é fundamental a gente ter uma base de apoio na Assembleia Legislativa para que a gente possa governar e colocar em pauta os projetos que a gente tem interesse”. declarou.
Cadu de Lula disse que sua prioridade, no momento, é conquistar votos no segundo turno e apresentar ao eleitorado um projeto de governo voltado ao desenvolvimento econômico, à redução das desigualdades e à melhoria dos serviços públicos.
“Agora, isso não me impede de dialogar com uma pessoa que entenda que o Estado deve ser menor, entendo diferente, mas a gente vai achar algum ponto de convergência”, adiantou.
“Eu converso com todo mundo, aprendi a arte do diálogo, eu respeito demais quem pensa diferente de mim”, afirmou. O candidato acrescentou que a disposição para negociar não significa abrir mão de suas convicções políticas, “Temos a intenção de fazer um governo amplo, sim, para que a gente tenha segurança de ter maioria na Assembleia para aprovar as pautas que forem de interesse do povo do nosso Estado”, declarou.
Cadu de Lula também afirmou que não pretende antecipar a divisão de cargos ou espaços administrativos antes do resultado das urnas, mas antecipou: “Eu não vou abrir mão de um perfil técnico e honesto. Honestidade, para mim, é base de tudo”. Ele ainda aproveitou para atacar o adversário do segundo turno, Allyson Bezerra (União Brasil), que “quer tirar a honestidade da pauta da disputa eleitoral”.
Ele afirmou que as conversas políticas ocorrem diariamente e que com a saída de Álvaro Dias (PL) a disputa ampliou as possibilidades de articulação para o segundo turno, que não estão restritas só em Natal, mas também no interior do Estado, depois da disputa acirrada no primeiro turno. Allyson Bezerra (União Brasil) obteve 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu alcançou 36,16%, uma diferença de 15.509 votos.
Estilo próprio
Cadu afirmou, ainda, que pretende imprimir estilo próprio a própria à administração estadual, com prioridade para o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e a recuperação da capacidade de investimento do Estado.
Com informações do Portal Tribuna do Norte

